segunda-feira, 30 de maio de 2011

Slingada – encontro que ajuda a tirar dúvidas dos pais

As Slingadas funcionam com a finalidade de orientar mães e pais sobre o uso do sling, da importância de estar consciente que não é apenas carregar o bebê dentro de um sling, mas sim carregá-lo com segurança.

Esses eventos costumam juntar famílias de diversos lugares, e além do aprendizado sobre o uso dos carregadores, também há trocas de experiências entre os pais.

Segundo Rosangela Alves, que presta consultoria em carregadores para bebês, o objetivo dos encontros é orientar os pais sobre o uso correto dos diversos tipos de carregadores, posições de uso, qualidade do tecido e das argolas e, principalmente, a importância do colo nos primeiros meses de vida, tanto para o bebê como para quem o carrega.

Hoje, Rosangela coordena encontros das Slingadas em São Paulo. Ela conta que chega a atender até 60 casais durante o evento. “Procuramos mostrar às mães como elas podem ser independentes usando os carregadores como um facilitador do colo”, afirma.

Conforme afirma Rosangela, a maioria dos pais que participam da slingada pela primeira vez já chega com os seus carregadores e nem sempre são adequados para carregar o bebê. “Por isso, procuro esclarecer que no mercado existem pessoas oportunistas que não se preocupam com a qualidade do produto. Já me deparei com carregadores com argolas de plástico, achatadas, finas, fabricadas para uso em vestuário, cortinas e bolsas”, finaliza.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Saiba mais sobre a arte de carregar bebê no pano

Depois de mais de 300 acessos em apenas uma semana no meu blog devido à repercussão da matéria sobre o uso do sling, estou trazendo o assunto novamente. Só que agora com a opinião da entrevistada Carine Sylvestre, que também é Conselheira da Arte de Carregar Bebê, empreendedora e mãe. Carine mora nos Alpes franceses com seu marido e dois filhos. Ela é formada por três escolas: Association Suisse de Portage Bébé (ASPB), Je Porte Mon Bébé (JPMBB) e Porter Son Enfant (PSE).
As perguntas feitas na matéria anterior à Tamara Hiller foram feitas também à Carine. No entanto, teremos opiniões expressadas de diferentes maneiras, mas com o mesmo objetivo: defender o uso do sling ou carregador de bebê.

1 – Carine, conte-me a história do sling?
Depende do que se subentende sobre sling. Se você se refere ao carregador de bebê em geral a historia é simples, ela começou com os primeiros homens desta terra. O sling, propriamente dito, carregador assimétrico com duas argolas costurado em uma das pontas foi inventado por Rayner Garner, em 1980, no Havaí. Ele testou um porta-bebê do comércio e logo percebeu que não era nada adaptado ao bebê e para quem o carregava. Então fez experiências com vários panos até chegar a conclusão que o carregador deveria ser ajustado facilmente tanto para ele quanto para sua mulher e foi aí que chegou ao carregador com argolas. O termo sling é muito usado no Brasil para designar qualquer tipo de porta-bebê. O correto é dizer sling só para os carregadores com argolas e os panos propriamente ditos podem ser chamados de Pano ou Wrap.

2 - Quais países têm o hábito de usar o sling, seja ele de argola, wrap ou pouch ou qualquer outro modelo?
A Ásia e a África nunca deixaram de usar carregadores de bebê, mas no ocidente, infelizmente, com a introdução da higienização e do carrinho, houve uma pausa desta prática. Em toda a Europa até o século XVIII as mulheres ainda carregavam seus bebês no pano. A Alemanha reintroduziu o pano porta-bebê nos anos 70 e só nos anos 90 que a França reintroduziu esta prática. No Brasil a introdução é recente, mas é importante ressaltar que índios sempre carregaram suas crianças em panos, cipós, fibra de coco, palha de buriti, entre outros materiais.

3 - Como se difundiu o uso do sling no Brasil?
Acredito que a maioria das pessoas que começaram a usar e fabricar carregadores de bebê no Brasil se inspirou no exterior. Percebo que existe inspiração dos Estados Unidos e da Europa. Acredito que foram mães que moraram no exterior e trouxeram esta arte para o Brasil. Hoje a difusão é basicamente por internet (redes sociais, blogs ou weblojas). Também existem grupos em várias cidades que promovem encontros como a Slingada, por exemplo, que é um encontro entre mães e pais para promover o uso dos porta-bebês.

4 - Você conhece algum programa para mães, seja em maternidades, hospitais, clínicas ou outro lugar que dê curso para que as mamães adquiram o hábito de usar o sling com seus filhos?
Infelizmente esta técnica não se aprende sozinha e só com um vídeo não é suficiente. Carregar bebê é uma transmissão e a necessidade de aprender esta técnica antes de praticá-la é muito importante. Eu recomendo fortemente procurar uma pessoa que conhece as técnicas e que conheça a fisiologia do bebê e do carregador. Têm muitos bebês “pendurados” em carregadores fisiológicos ao invés de estarem sentados de cócoras dentro do carregador (única posição fisiológica adaptada ao corpo do bebê).

Acabei de criar um meio em meu blog para encontrar oficinas e conselheiras com o mapa Google. Para que as mães e pais pudessem encontrar facilmente oficinas de carregar bebê no Brasil, mas por enquanto a maioria das informações fica nas grandes capitais.

5 - Até que idade a mãe pode usar o sling para carregar o filho?
Antes de tudo é necessário distinguir os porta-bebês.
Sling (com argolas) pode ser usado desde o nascimento até os dois anos (pelo fato de ter pouca estabilidade para carregar nas costas).
Pano/Wrap pode ser utilizado desde o nascimento até três anos ou quatro se houver necessidade.
Meï-taï (carregador chinês) pode ser utilizado desde os quatro meses até os três anos ou quatro se houver necessidade.
Porta-bebê pré-formado pode ser utilizado desde os quatro meses até três anos.
Pouch não há nenhuma vantagem, prefiro não comentar.

É importante ressaltar que de 0 a 18 meses o bebê é carregado quase que cotidianamente porque anda pouco. De 18 meses a dois anos a criança geralmente é carregada quando os trajetos ou passeios são longos ou em lugares que necessitam proteger a criança, além do que é um excelente meio para fazer a criança dormir quando se está fora de casa. De dois a três anos a criança já quer andar, mas ainda pede para ser carregada. E mesmo que seja pontual, a criança precisa deste contato.

As posições para carregar o bebê, seja no sling, pano ou porta-bebê pré-formado fisiológico estão relacionadas à sua idade.
- De 0 a três meses carregar o bebê na frente.
- De três a seis meses carregar o bebê de lado.
- De seis meses à quatro anos carregar o bebê nas costas.

6 - Quais os benefícios para o filho e para a mãe ao usarem o sling?
- Traz segurança ao bebê e aos pais, aumenta a confiança maternal.
- Promove o “concept of continun”, passagem calma e agradável do bebê da vida intra-uterina à vida extra-uterina.
- Estimula a lactação e aumenta a capacidade da mãe de ser fonte de alimento para seu filho.
- Favorece o sono e acalma o bebê, menos estresse.
- Estimula o sistema psicomotor; tonicidade muscular, sistema vestibular, etc.
- Diminui as famosas cólicas.

7 - Os sling são recomendados por profissionais da área, como médicos pediatras?
Sim, desde que a fisiologia do bebê seja respeitada, acredito que a maioria dos profissionais de saúde recomenda carregar os bebês, pois é natural e importante para o seu desenvolvimento. Carregar bebê oferece praticidade para os pais, os laços de amor são rapidamente solidificados e criam maior confiança em suas próprias capacidades. Mas ainda existe muitos profissionais que pensam que o bebê já é um ser capaz de se virar sozinho (sem contato) e talvez estes vão aconselhar comprar um carrinho (que custa muito mais caro) ou então dar mamadeiras. E pior que quando este tipo de conselho vem de alguém diplomado é difícil os pais contestarem.

8 – Atualmente tem alguma instituição especializada que aprova se o sling está em perfeitas condições de uso para que não prejudique o crescimento do bebê ou que melhor de adapte à posição fisiológica do bebê?
Que eu saiba não existe nenhuma instituição pública ou privada regulamentando o porta-bebê no Brasil. Por enquanto podemos contar com o Inmetro, que é o único que garante controle de qualidade. Em minha opinião todos os porta-bebês deveriam ter selo do Inmetro, já que estamos falando de crianças. Ainda falta certificação para a toxicidade do tecido (tipo Oko-tex) e certificação para a fisiologia do bebê. Existem algumas corporações no estrangeiro, mas infelizmente não são oficiais e não garantem suporte suficiente para que o porta-bebê e o modo de usar sejam de boa qualidade.

9 - Quais são os tipos de sling mais recomendados por profissionais da área?
O pano/wrap porta-bebê é o mais indicado, pois é o que mais se adapta ao corpo do bebê e é super polivalente. Oferece a possibilidade de mais de 20 amarrações. Usa-se do nascimento até aos quatro anos. A única desvantagem é que precisamos aprender a técnica com alguém para utilizá-lo.

O sling (de argolas) é um excelente meio para começar a carregar o recém nascido sem precisar fazer muitas oficinas para aprender as amarrações. Precisamos somente ter conhecimento de algumas informações. O que pouca gente sabe é que este porta-bebê super prático também tem suas restrições. Sempre vejo fotos na web com bebês deitados ou com a “face ao mundo”, sendo que estas posições não são fisiológicas para o bebê. A recomendação é somente carregar o bebê na posição vertical. A posição horizontal fica reservada exclusivamente para o período da amamentação.

E sobre o pouch nunca vi boas recomendações.

10 – O que a mãe precisa levar em consideração ao comprar um sling?
É muito importante verificar a qualidade do tecido, o tipo de tecido, se o carregador é ergonômico, se as argolas são seguras, entre outras. Atentar para a qualidade do porta-bebê, geralmente os vendedores conscientes expõem ao cliente o controle de qualidade do produto.
Eu conselho comprar um porta-bebê com fabricantes sérios. Já vi gente vendendo sling sem modo de uso e até com manual super mal feito, tornando perigoso para a fisiologia do bebê.

11 – Você acredita que o uso do sling é pouco difundido no Brasil? Por quê?
Sim, é pouco conhecido. Eu acredito que é por causa da distância geográfica do Brasil, as “novidades” demoram a chegar. E a maioria das oficinas acontece em São Paulo. Mas sem desesperos, a Alemanha, por exemplo, utiliza os panos porta-bebês há mais de quarenta anos e na França é utilizado somente há 15 anos e são países vizinhos. No Brasil, a única coisa que está faltando mesmo é a informação correta sobre as técnicas e os diferentes tipos de porta-bebês, principalmente informações sobre a fisiologia do bebê. Um exemplo é carregá-lo deitado no porta-bebê - pode causar dores articulares e musculares ao bebê. Pior ainda é o canal respiratório que fica quase bloqueado por causa da cabeça enfiada dentro do pano. Mas com o tempo, paciência e experiência chegaremos lá.
"O sling (de argolas) é um excelente meio para começar a carregar o recém nascido sem precisar fazer muitas oficinas para aprender as amarrações"
"Hoje em dia têm muitos bebês “pendurados” em carregadores fisiológicos ao invés de estarem sentados de cócoras dentro do carregador"
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domingo, 15 de maio de 2011

Os benefícios de carregar seu bebê no sling

"Carregar o bebê no sling é a maneira mais fácil e natural de integrá-lo a sua vida diária"
Atualmente, as mães estão redescobrindo uma maneira primitiva de carregar seus bebês. Este acessório, chamado sling, é uma espécie de carregador de bebê muito utilizado por mães indígenas e africanas e que está caindo no gosto das mamães do mundo inteiro. Umas usam porque o sling é essencial para carregar seus filhos de um lado para o outro ao invés de carregá-los nos braços e outras usam porque está na moda.

“Carregar o bebê no sling é a maneira mais fácil e natural de integrá-lo a sua vida diária”, diz a obstetriz Tamara Hiller, que se especializou no uso de sling na Alemanha. Segundo ela, melhora a comunicação entre mãe e filho por estarem próximos. “Os bebês sentem-se mais amados e seguros, além de facilitar a locomoção da mãe. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruas estreitas, subir e descer escadas, entrar em locais com muita gente sem esbarrar em ninguém, ao contrário do carrinho”, explica Tamara.

Hoje em dia podemos encontrar vários modelos de slings. Os mais conhecidos são: wrap sling, sling com argola, porta-bebê, pouch sling, carregador de pano, canguru, tipóia, porta-bebê fisiológico, babywearing, baby sling ou simplesmente sling.
“Saber que as pessoas deixaram de usar o sling para utilizar o carrinho é muito frustrante”
Como são inúmeras as dúvidas sobre o uso do sling, convidei a consultora e especialista em sling Tamara Hiller para responder a algumas perguntas. Tamara tem 10 anos de experiência como obstetriz. É educadora perinatal, seu trabalho abrange todo o acompanhamento de casais grávidos desde o pré-natal, parto humanizado e parto em casa até o apoio a amamentação.

1 – Conte-me a história do sling?
O sling é tão antigo quanto o homo sapiens. Para entendermos melhor vamos usar o exemplo dos primatas. Há milhões de anos esses animais já usavam seus pelos para carregar seus filhotes de um lado para o outro. Anos mais tarde começou o uso de peles e tecidos para nos vestir e carregar nossos bebês.
A maioria dos povos usou e ainda usa o sling. Em nosso mundo moderno é que se perderam vários costumes ancestrais de maternidade. Já não parimos pela vagina e numa posição vertical, já não carregamos nossos bebês como antigamente, já não amamentamos nossos bebês até quando eles próprios decidam parar, já não dormimos juntos com nossos bebês. Ainda bem que hoje tem um número considerável de mães e pais querendo resgatar essas formas de criar os filhos, adaptando à nossa realidade moderna.

2 - Por volta de que ano as mulheres começaram a usar o sling?Na maioria das culturas sempre se usou e ainda se usa. Esse hábito foi quebrado por um período muito curto na história ocidental. No fim do século 19 a rainha Vitoria popularizou o uso do carrinho entre as famílias ricas na Europa. Era comum e chique deixar os filhos com uma babá, que passeava com os bebês no carrinho pelos parques. Os pais não dormiam mais juntos com os bebês e achavam que não deveriam dar muita atenção a eles para não mimar. O sling foi visto como coisa de pobre. Foi aí, na primeira metade do século 20, que foi destruído o conhecimento milenar de maternar, amamentar, cuidar do bebê, parir naturalmente, dormir juntos, carregar no sling, etc. Tudo isso pelas novas crenças de não mimar o bebê.
Hoje a ciência já provou o contrário, que não existe bebê mimado e que eles precisam do contato físico para crescer saudável e se desenvolver. Eles só pedem o que é direito básico deles. O carrinho ainda é visto como um símbolo de status. Saber que as pessoas deixaram de usar o sling para utilizar o carrinho é muito frustrante. Muitas pessoas e culturas tradicionais deixaram de usar o sling porque parece "coisa de índio". Na Europa e nos Estados Unidos as pessoas usam o sling em vez do carrinho porque sabem das vantagens para seu bebê. A destruição deste conhecimento ancestral de maternar foi devastador para nossa sociedade. Há três décadas que começamos a resgatar o que foi perdido, o processo é lento, mas ganha adeptos no mundo inteiro.
Foi em 1972, na Europa, quando a alemã Erica Hoffmann, mãe de gêmeos, resgatou o sling e inventou as amarrações do wrap como as usamos hoje. Eu sou da primeira geração de bebês modernos na Alemanha que foi novamente carregado no sling. Nasci em 1975 e ainda tenho os slings que meus pais usavam. Nessa época, era pouco comum ver um bebê no sling, hoje já é normal nas ruas da Alemanha. No mundo ocidental o uso de sling se espalha por meio desse movimento que ocorreu na Alemanha (wrap) e também a partir da invenção do sling com argola nos Estados Unidos, em 1981, por Rayner Garner.

3 - Podemos chamar de sling aquele pano que as índias usam para carregar seus filhos?
Sim, sling se define como carregador de bebê feito de pano.


4 - Quando estive na Colômbia, em 2008, mais especificamente em Bogotá, percebi que algumas colombianas com fisionomia indígena, usavam o pano com a criança dentro. Podemos chamar de wrap sling?
Sim, podemos chamar de wrap sling. Wrap significa embrulhar. Como também a palavra kepina (verbo quíchua) significa embrulhar. Alguns índios brasileiros usam até hoje.

5 - Quais países têm o hábito de usar o sling, seja ele de argola, wrap, pouch ou outro modelo?Acho que praticamente todos, seja por tradição ou na onda moderna de usar o sling. Na Europa se usa principalmente o wrap, que foi inventado na Alemanha. Nos EUA é mais comum o uso dos slings de argola e o pouch.
Na verdade, não dá para imaginar como uma mãe consegue criar um filho sem sling. O que as mães fazem com os bebês que ainda não engatinham ou caminham? Carregam eles, óbvio. Mas é muito mais fácil carregá-los no sling do que só nos braços. A noção de que um bebê pequeno deveria estar no berço, no carrinho ou no próprio quarto é bem recente e não é saudável para o bebê. Atualmente os bebês passam mais tempo na posição horizontal, o que causa deformações físicas (síndrome de cabeça chata, deformações da coluna, entre outras) e, muitas vezes, prejudica seu desenvolvimento emocional, motor e intelectual.
Deixar de usar o sling é ruim até para os pais, pois os mesmos terão pouco contato físico com seus bebês. Nós, mães, precisamos de muito contato pele a pele com nosso bebê para produzir a quantidade de leite suficiente (oxitocina), e para produzir os hormônios que evitam a depressão pós-parto. Precisamos estar junto aos nossos bebês para perceber as necessidades reais deles, para proteger e defender nossa cria. Para mim o sling é uma necessidade básica de maternidade.


6 - Até que idade do bebê a mãe pode usar o sling para carregá-lo?
Até quando ela quiser e puder. O limite está no adulto que carrega e não no sling. Quem confecciona o sling especifica que pode ser usado até os 4 anos ou até 22 quilos. As mães usam o sling com muita frequência até os dois anos, e depois vão diminuindo o uso, principalmente porque o bebê já caminha. Mas o que você faz com uma criança que dormiu nos seus braços e você tem que carregá-la? Não importa a idade da criança, mesmo se ela tem 6 anos, vai ser mais fácil carregá-la no sling que nos braços. O tecido e as argolas aguentam, se forem de qualidade e apropriados.


7 - Quais os benefícios para o filho e para a mãe ao usarem o sling?
Benefícios para o bebê:
- Choram menos (43% menos do que chorariam normalmente);
- Tornam-se mais saudáveis (ganham peso mais rápido, têm melhor habilidade e coordenação motora, maior tonificação muscular e senso de equilíbrio);
- Tem uma melhor visão do mundo (bebês em carrinhos vêem o mundo a altura dos joelhos de um adulto);
- O bebê tem acesso ao peito, pois a mãe pode amamentá-lo mesmo no sling.
- Sentem o calor, o amor e o carinho de quem o carrega.
- Ganham independência com mais facilidade e rapidez;
- Dormem melhor;
- São mais felizes (sentem-se mais amados e seguros).


Benefícios para a mamãe:
- Melhora a comunicação entre mãe e filho, uma vez que a mãe está em sintonia com os gestos e expressões do bebê;
- Os pais tornam-se mais autoconfiantes;
- É prático, ou seja, não há complicações como ter que carregar um bebê conforto num braço e o bebê no outro;
- Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruas estreitas, subir e descer escadas, entrar em locais com muita gente sem esbarrar em ninguém, ao contrário do carrinho;
- É saudável para a mãe, pois permite sair para caminhar e respirar ar puro;
- Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar;
- Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro;
- Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro, brincar com o seu filho maior, entre outras atividades;
- É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.


8 - Os sling são recomendados por profissionais da área, como médicos pediatras?Sim. Na Alemanha todos os pediatras e médicos recomendam o uso do sling. No Brasil varia muito de médico para médico. Alguns desconhecem o uso e os benefícios do sling.


9 – Atualmente tem alguma instituição especializada em aprovar se o sling está em perfeitas condições de uso para que não prejudique o crescimento do bebê ou que melhor de adapte à posição fisiológica do bebê?
Para testar o produto final ainda não. Mas temos uma conquista recente, as primeiras argolas feitas no Brasil para o uso do sling estão sendo testadas pelo Inmetro para avaliar o peso que as argolas podem suportar e se o material é tóxico ou não. No Brasil, infelizmente, quase todos os carregadores industriais, chamados cangurus, tipo mochila, não permitem uma posição fisiológica para o bebê. Não permitem a flexão e abdução das pernas, em vez disso as pernas ficam penduradas para baixo, o que pode prejudicar o desenvolvimento da pelve do bebê. Nem são confortáveis para quem carrega. No exterior já tem mochilas cangurus ergonômicas e acho que no Brasil em breve vamos ter também.


10 - Quais são os tipos de sling mais recomendados por profissionais da área?
Wrap, sling com argola, pouch, mei tai, kepina, kanga africana, soft structured carrier (mochila ergonômica), outros tipos de slings asiáticos, entre outros.


11 - Qual a diferença entre os modelos de sling que você fabrica?O sling com argola é usado só em um ombro para apoiar o peso. O wrap distribui o peso entre os dois ombros e nas costas e permite amarrações variadas. O pouch se usa como o sling com argolas só que ele não é ajustável (por isso não fazemos mais). O wrap é o sling mais confortável. Os três tipos podem ser usados desde recém-nascido até os 4 anos ou mais. Para quem compra seu primeiro sling o wrap é o mais indicado, ele é mais fácil de usar.
O sling com argola é para quem já tem um wrap e quer testar outro sling para usar em diferentes situações. O wrap para mim é o principal para carregar o bebê no dia a dia. Também quero mencionar que no sling se carrega principalmente na posição vertical, peito a peito, especialmente para quem começa a usar o sling. Os bebês gostam mais de estar na vertical que na horizontal, mesmo para dormir. É mais seguro para eles também. A posição deitado no sling é principalmente para amamentação. Para os bebês maiores, que já podem sentar sozinhos, têm a posição sentado de lado.

12 – O que a mãe precisa levar em consideração ao comprar um sling?Se for adquirir um sling de argolas o que a mãe precisa levar em consideração é a qualidade das argolas. Ainda tem poucas argolas apropriadas produzidas no Brasil. Uma argola de má qualidade pode quebrar e causar quedas. Leia mais sobre argolas em http://migre.me/4pa8Q
O tecido deve ser apropriado para o tipo de sling. Por exemplo, para o wrap podem se usar tecidos levemente elásticos, para o sling com argola não é bom usar malha ou tecido elástico. Dê preferência para tecidos naturais que respiram. A costura no sling com argola tem que ser triplamente reforçada e bem feita. No wrap a costura não tem muita importância, pois é um pedaço de tecido inteiro de 5 metros, ele pode ter bainha ou não, pode ter pontas afinadas ou não, estampa aplicada ou não. Para o wrap é fundamental levar em consideração a qualidade do tecido, se respira, se tem demasiada elasticidade ou pouca.
Vale ressaltar que o wrap, sling com argola ou pouch tem que ser usado corretamente para ser ergonômico para o bebê e para a mãe. Confira o vídeo que mostra a maneira correta de usar:
http://migre.me/4pa5k
Um modelo de carregador não ergonômico é o canguru mochila convencional. A maioria destes, produzidos no Brasil, infelizmente não são ergonômicos.
É importante frisar que o sling deve ser ajustável. Sling com argola e wrap são sempre ajustáveis e podem ser usados por pessoas de diferentes altura e peso. O pouch pode ser ajustável ou não. Se não for, precisa ser feito sob medida para caber.
Outro tipo de sling não ajustável é o fast wrap. Por não ser ajustável, o fast poderá deixar de proporcionar a posição fisiológica, pois o mesmo não acompanha o crescimento do bebê e com isso deixa de dar o apoio suficiente para a coluna do bebê. O fast wrap não precisa de amarração como o wrap sling.
A postura correta do bebê no sling é ainda uma grande preocupação. Vejo muitos bebês no sling, seja em vídeos na internet ou passeando na rua, shopping ou parque, colocados de forma errada. Em posições que não são aconselháveis para o bebê, como por exemplo, com a face ao mundo, olhando para rua, recebendo demasiados estímulos, sem chance de se recolher quando ele precisar e ainda sem contato com o rosto da mãe, o que é fundamental para o bebê.


Mais informações consulte o site slingando http://www.slingando.com
Este vídeo que mostra como amarrar o wrap sling com o bebê na posição peito a peito:
video
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