segunda-feira, 28 de março de 2011

A difícil escolha entre ser mãe ou profissional

Trabalhar fora ou ficar em casa cuidando do filho?

Ôh dúvida cruel que deixam as mães com o coração dilacerado pela difícil escolha entre ficar em casa cuidando do pimpolho ou voltar ao trabalho. Todo mundo sabe que trabalhar é necessário, mas abrir mão de acompanhar o filho é muito complicado.

Dá para conciliar ambos os papéis ou temos mesmo que escolher entre ser mãe ou profissional? Os dois são importantes e necessários e dá para administrar, sim! Mas poder acompanhar o crescimento do filho, ver as primeiras gracinhas, escutar as primeiras palavras balbuciadas, amamentar a cada três horas, levá-lo ao médico, ao dentista, tê-lo ao seu lado o dia todo... ahhhh isso não tem preço. No entanto também há a necessidade de trabalhar para poder dar ao filho todo o conforto que ele merece.

Sem contar que abrir mão da carreira profissional é uma escolha muito difícil, principalmente para aquelas mães que são workaholics. Éééé... ser mãe, esposa e profissional não é uma tarefa fácil, mas há de se concordar que uma profissional pode não ser plenamente realizada se tiver o sonho de construir uma família e não passar por essa experiência.

Para a mulher abrir mão do trabalho e ficar bem, ela precisa ter estabilidade financeira, emocional e física, aí sim as duas funções se tornam administráveis.

Eu confesso que estou entre a cruz e a espada. Estou vivendo um dilema que todas as mães enfrentam ao fim da licença maternidade. Não sei se volto a trabalhar... não queria abrir mão da minha carreira profissional, mas também não quero ficar longe do meu filho. A minha licença está terminando e agora? Mas eu ainda estou amamentando, e aí? Quando pergunto ao meu esposo ele diz: "Sonia, a decisão é sua. Você é que precisa definir o que será melhor para você e para o Pedro".

Meu horário como jornalista são seis horas, mas na prática não funciona. Dia de fechamento de jornais já chegamos a ficar até 14 horas trabalhando. E o meu filho? Sei que ele estará super bem com a minha mãe, mas não vou vê-lo acordado. Porque ao sair ele estará dormindo e quando eu voltar ele estará dormindo. Meu Deus... é um dilema muito grande... é um decisão muito complicada. Ainda não sei como vai ser e só falta exatamente um mês para eu me decidir.

13 comentários:

  1. Olha, eu ainda não tenho filhos, mas se tivesse iria ficar com ele pelo menos até uns 3 aninhos, período que ele começa ir pra escolinha. E ainda você tem o marido que lhe dá todo o apoio para a sua decisão.
    Boa sorte!

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  2. Olá ...olha amiga essa é uma decisão somente sua, qdo eu ainda estava grávida eu achava que teria coragem de deixar o Pedro Henrique com alguem pra eu ir trabalhar ou entao coloca-lo em uma escolinha, mas depois que ele nasceu minha cabeça mudou, quando ele vai passear na casa da minha sogra e eu fico em casa eu já morro de saudades e não paro de pensar nele um minuto se quer, e não tem dinheiro que pague , acordar e ver ele sorrindo pra mim, dar de mama todas as vezes que ele quiser, trocar as fraldas , dar banho, enfim estar com ele o tempo todo, então eu acho q se o seu marido te apoia e se vc está indecisa, vc deveria ficar mais um tempo em casa. Mas só vc vai poder deicidir isso.
    Beijos e Boa Sorte

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  3. Aiii Sonia...
    Fiquei assim como vc, sem saber oq fazer!
    Foi ai, que com o apoio de meu marido, da minha mae e irmas, decidi largar tudo, e dedicar todo o meu tempo a pessoinha mais importante de minha vida... o Anthony Miguel.
    Nao me arrependo nem por um minuto da minha escolha. Sei o quanto ele precisa da minha presenca e eu da dele agora neste primeiros meses. O tempo nao volta atras e eu nao quero perder a carinha dele provando a primeira papinha, o sorriso lindo com que ele acorda todas as manhas, os resmungos que ele fara ao sair o primeiro dentinho. E se ele tiver febre? Se ele cair? E se ele sentir a minha falta? Ahhhh nao! Nao quero ficar longe dele, nem por um segundo.
    Beijos querida e faca sempre oq seu coracao mandar.

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  4. Querida Tatânia... confesso a você que é a decisão mais complicada da minha vida. Nem para noivar, nem para casar, nada se compara a essa. Eu também, quando estava grávida já fiz todos os planos. Vou deixar o Pedro Henrique com a minha mãe, vou voltar a trabalhar, vou... vou.. vou... mas tudo mudou depois que tive ele.

    Para eu colocá-lo em uma escolinha só com uns 3 aninhos que aí ele já sabe se virar sozinho, se alguém brigar ou bater ele conta hehehe

    Tatânia... eu nunca deixei o Pedro Henrique sair de casa, nem com a minha mãe... eu tenho ciúmes dele, tenho medo que aconteça alguma coisa e eu não esteja perto para ajudá-lo. Sabe essas coisas de mãe.

    Concordo contigo em gênero, número e grau! Não há dinheiro que pague ao acordar e vê-los com aquele sorriso encantador pra gente!

    Muito obrigada pela ajuda... clareou bastante a minha cabeça.

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  5. Pois é, Samantha... mas mesmo com o apoio do marido eu estou super indecisa e tenho medo de tomar a decisão errada. Por isso, tenho que pensar muito bem para não bater o arrependimento. Muito obrigada.

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  6. Nanda... você está vendo só que coisa mais complicada para mim tomar essa decisão!
    Olha, acho que vou fazer como você e a Tatânia.

    Com a minha mãe ele vai estar mais cuidado que comigo, com certeza, porque sobra experiência de vida. Sem contar o amor, o carinho e a preocupação que ela tem com o Pedro Henrique que é inexplicável.

    Mas eu vou sentir saudades, falta do cheirinho dele, falta do sorriso, falta de tudo... quando chegar a hora de amamentá-lo não poderei fazer o que me dá mais prazer... isso vai ser muito difícil de superar.

    Nanda... estou tão triste ao escrever este comentário que você não faz ideia. Mas vou decidir pelo melhor... tenho certeza que Deus vai me ajudar a fazer a escolha certa!!!!

    Beijo beijo pra você e pro Anthony

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  7. OI sonia, è a Rosa nao sei muito bem como colocar meu nome ali na identificaçao, mas resolvi escrever assim mesmo.
    Digo para vc da minha experiencia:
    * Quando estava gravida tb planejei tudo na minha cabeça, como faria e o que faria, sempre priorizando meu filho, mas tb a minha carreira. Hj estou estudando, o que è diferente pois continuo sendo eu a cuidar do Gabriel, e qd vou para o mestrado e a especializaçao, quem fica com ele è meu esposo e pai dele.
    Te digo, hj estudando tudo o que eu estudei, participando de pesquisas com crianças, cheguei a conclusao que crescer ao lado da mae nao existe nada a ser comparado, o afeto de mae e filho se constroe agora e os laços sao profundos para toda a vida. Os naos e os sims, sao dados por mim, os conceitos, a cultura, o peito, o cheiro, a aconchego sao dados por mim mae. E foi pensando assim, sentido assim, que decidi que cuidarei do Gabriel esclusivamente atè um ano e meio, depois aos poucos deixarei ele com uma pessoa de minha confiança e começarei a tornar ao trabalho, mas prentedo fazer isso com calma.
    Esta è minha experiencia, minha visao apartir daquilo que estudei e vivi, porem cada um tem o seu modo de ver e enfrentar as coisas e sei que nao deve estar sendo facil para vc, espero que qd vc tome a tua decisao vc consiga fazer isso por inteiro, sem pedaços a ser juntados e angustias.
    Um beijao bem grande e que Deus te ajude nesta decisao

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  8. Concordo com tudo o que as pessoas acima falaram, mas sei muito bem o que você está passando. É uma decisão complicada, dá medo de decidir por trabalhar e depois se arrepender, principalmente levando em consideração o período em que você permanece no trabalho, pois não faz apenas suas seis horas e sim até 10 ou mais. Por outro lado assusta o fato de ficar um tempo sem trabalhar e depois ter de voltar ao mercado, que não é fácil. Eu passei por isso e optei por trabalhar as 8 horas e no restante me dedicar ao meu filho e ao meu esposo. É difícil, é cansativo, é estressante, mas foi a única maneira de eu continuar fazendo os dois papéis de mãe e profissional. Se fosse eu de você, começaria a trabalhar por pelo menos um ou dois meses e se não se sentisse bem pediria a conta. Pelo menos você tentou e viu que não dá para levar os dois.
    Abraços
    Espero que você decida pelo melhor!

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  9. Adoramos o seu blog que levanta temas interesantes e já estamos te seguindo,parabéns.
    Designer de Jóias Rogerio Rinaldi
    http://sbrincos.blogspot.com
    abçs

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  10. Ôh Rosa, obrigada pelo comentário. Então, a gente planeja planeja, mas nem sempre sai como a gente quer, principalmente porque as coisas vão mudando com o tempo. A minha decisão desde antes de engravidar, quando decidimos que teríamos um filho, era que eu voltaria a trabalhar assim que minha licença maternidade terminasse e a minha mãe ficaria com o Pedro Henrique. Mas tudo mudou, meu pensamento mudou, vejo a dependência do Pedro. A maneira como ele procura o mamá, como ele chora e é só o meu peito para acalmá-lo. Dar o peito ao Pedro quando ele está chorando, seja por dengo, dor ou desconforto, é como fazer uma mágica... ele para de chorar na hora. Essas coisas que me deixam com o coração na mão.

    Pois é, estudar é diferente porque você tem horário certo. O que está me deixando preocupada é que na empresa onde trabalho não tem um horário certo para sairmos, devido ao número de informativos (jornais e revistas) para fechar.

    Sei que ele vai estar super bem cuidado, talvez muito melhor que se estivesse comigo, pois a mãe é um anjo de pessoa e tem experiência nisso, afinal, teve três filhos e ajudou a cuidar de dois netos. Mas o que me refiro é poder acompanhar o crescimento do Pedro.

    Eu pensei desde o início que ele ficaria o primeiro ano com a mãe e eu trabalharia e no segundo ano que ele já entende mais, que está falando as primeiras palavras etc, eu queria acompanhá-lo, mas estou vendo que tudo é importante. Com dois aninhos o colocarei na escolinha.
    Rosaaaaaa... obrigada pelas palavras.

    Um beijão do Brasil direto pra Itália!

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  11. Oi Sonia,

    parabéns pelo espaço aqui.

    Vi que você tem interesse em realizar matéria sobre slings.. se ainda tiver interesse estou à disposição. Nosso espaço é http://kikadepano.com

    Abraços e sucesso!

    Bruna

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  12. Oi Sonia, foi um prazer entrar em seu blog. Depois voltarei com calma.
    Um abraço

    Fran
    (curitibana-japonesa, mãe-vegetariana-humanista, proprietária dos produtos ecológicos Frapuce e tradutora, no Brasil, da org PETA)
    Por Boas Causas visite:
    www.franpagedois.blogspot.com

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  13. Olá Sônia,

    Passei por esta experiência também e por sempre querer somente uma filha, resolvi parar de trabalhar e cuidar somente dela.

    Foram meses difíceis os que não pude ajudar com as finanças da casa, então optei por trabalhar em casa mesmo, do ladinho dela e com algo que eu realmente gostava de fazer...

    Como amava o sling e sabia como fazê-lo, busquei muita informação e produtos de qualidade para a confecção.

    E é assim que venho fazendo até hoje, ajudo meu esposo, cuido da minha filha, da minha casa e do meu trabalho (que tanto amo) pertinho deles! :D

    Bjos


    Jacqueline - Slinguinho Slings
    www.slinguinho.com.br

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