terça-feira, 23 de junho de 2009

JORNALISTAS E ESTUDANTES PROTESTAM CONTRA O FIM DA OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA

Movimento nacional expressa revolta com decisão do Supremo Tribunal Federal


Jornalistas e estudantes de Jornalismo das faculdades de Curitiba se reúnem nesta quarta-feira, dia 24, às 11h, no Centro de Curitiba para manifestar a indignação da categoria contra a absurda decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou inconstitucional a obrigatoriedade da formação superior específica em Jornalismo para o exercício da profissão.
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A ação, coordenada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, acontecerá na Esquina das Marechais (cruzamento das ruas Marechal Floriano e Marechal Deodoro) e deve contar com a participação de estudantes da PUC, UniBrasil, Opet, Universidade Positivo, UFPR e Facinter. Está sendo organizada ainda a vinda de acadêmicos de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

A ação em Curitiba se soma ao movimento de indignação que toma conta dos profissionais e estudantes de todo o país, que viram a mais alta corte da nação pôr abaixo o principal pilar da regulamentação da profissão, uma conquista de 40 anos da categoria e da sociedade, metade deste tempo sob a égide da Constituição de 1988.

Ontem, ocorreram ações para demonstrar a revolta contra o despautério engendrado no STF. Jornalistas e estudantes se reuniram em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Teresina, Caxias do Sul (RS) e Porto Alegre. Em São Paulo, o protesto ocorreu em frente a um hotel onde o ministro Gilmar Mendes – que relatou a decisão pela queda do diploma comparando jornalistas a cozinheiros – realizava uma palestra para uma entidade de empresários. Sintomaticamente, Mendes havia defendido que, com o fim da exigência do diploma, os critérios das empresas é que presidiriam a admissão de jornalistas na profissão. Em Brasília, a manifestação foi diante do STF.
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Apoio
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Nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Tadeu Veneri (PT) defendeu, em discurso na tribuna do Plenário, a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo e considerou que a “decisão do Supremo é um atraso para o país”. Segundo o parlamentar, “a visão de que o Jornalismo não precisa de conhecimentos técnicos é equivocada. Como será que a OAB reagiria se os advogados não precisassem de um diploma, de ter conhecimentos específicos, de um diploma para atestar sua capacidade profissional? Será que para ser um juiz de direito não precisa de habilitação em um curso superior?”

Manifestação contra a decisão do STF que extinguiu a exigência do diploma para o exercício do Jornalismo
Onde: esquina das ruas Marechal Deodoro e Marechal Floriano, Centro de Curitiba.
Quando:
quarta-feira, dia 24 de junho, às 11h.
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Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do PR
Rua José Loureiro, 211 - Centro
80010-140 - Curitiba - PR - Brasil
Jornalista responsável:
Adir Nasser Junior (MTE 3819/15/29v)
http://www.sindijorpr.org.br
fone: (41) 3224-9296

quarta-feira, 17 de junho de 2009

BRASIL... DIPLOMA DE JORNALISMO NÃO É OBRIGATÓRIO PARA EXERCER A PROFISSÃO

Esta foto postada no site http://www.primeirodeabril.com.br faz uma ironia com a decisão do Supremo Tribunal Federal por votarem contra a exigência do diploma para o exercício da profissão de Jornalista.

STF derruba exigência do diploma para o exercício do Jornalismo

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o STF pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.
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O ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.
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Votaram contra a exigência do diploma:
Carlos Ayres Britto
Carmem Lúcia
Celso de Mello
Cezar Peluso
Ellen Gracie
Eros Grau
Gilmar Mendes
Ricardo Lewandowski
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Somente o ministro Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.
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Se os oito ministros foram à favor da desregulamentação da nossa profissão de Jornalista, pelos mesmos critérios de julgamento, deveriam votar pela desregulamentação de todas as profissões, começando pela profissão de magistrado. Para que o diploma de Direito, hein Ministro Gilmar Mendes, se não são exigidos diplomas para as atividades de culinária e corte e costura? Se a sua magnífica comparação vale para Jornalismo, com certeza, vale para o curso de Direito também!
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Chega de desrespeito com os profissionais, chega de desrespeito com a população brasileira. Fenaj, por favor, prossiga nessa luta em defesa do diploma.
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Ahhh... já ia esquecendo... meus pêsames Senhores Ministros por colocarem fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira.
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Leia a matéria completa no site da FENAJ:

terça-feira, 9 de junho de 2009

AMAZÔNIA: PEÇA O VETO À GRILAGEM

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Envie agora uma mensagem ao Presidente Lula

A Amazônia está ameaçada! A medida provisória da regularização fundiária, também conhecida como MP da grilagem, aprovada pelo Congresso Nacional, vai regularizar áreas ilegalmente ocupadas na Amazônia.
Isso vai estimular, ainda mais, o desmatamento, principal contribuição do Brasil para o aquecimento global. Essa situação é grave, pois o país já é o quarto maior emissor de gases de efeito estufa. É hora de agir! Só há uma chance de reverter essa ameaça! Ajude-nos a fazer isso. Peça ao Presidente da República que vete os artigos 2, 7 e 13 da MP 458/09.

Envie uma mensagem formal ao Presidente. Para isso, acesse o site da Presidência da República:
Em seguida, copie e cole o texto abaixo no formulário:
"Presidente Lula, Sou contra o aquecimento global e a favor da Amazônia e do desenvolvimento sustentável. Por isso, peço os seguintes vetos à MP 458/09:
Artigo 2, incisos II e IV
Artigo 7, e
Artigo 13
Presidente Lula, assuma a liderança. Promova o desenvolvimento sustentável. E não a destruição da Amazônia!"

O que dizem os artigos da MP: - Artigo 2 , incisos II e IV, definem ocupação e exploração indiretas
- Artigo 7:a) Amplia a área máxima de regularização para 1.500 hectares, longe da idéia original da MP de regularizar pequenas propriedades e não os latifúndios;b) abre espaço na legislação para que pessoas ou empresas inescrupulosas comprem grandes áreas por meio de "representantes"; c) desrepeita o artigo 188 da Constituição Federal que trata da cessão de terras públicas.
- Artigo 13 abre possibilidade de fraudes na regularização fundiária por dispensar a vistoria prévia do governo, principal instrumento para garantir o cumprimento da lei.

Para saber mais, visite o site do WWF-Brasil

WWF-Brasil - "World Wide Fund For Nature" ou “Fundo Mundial para a Natureza”. O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

video

* As reproduções do conteúdo, fotografias e vídeo publicadas neste blog é exclusivamente para a difusão das questões socioambientais abordadas no site da WWF-Brasil e, principalmente, divulgar a campanha "Amazônia: Peça o veto à grilagem". Fique por dentro de tudo o que a organização faz para a conservação da natureza: Para saber mais, visite o site do WWF-Brasil

segunda-feira, 8 de junho de 2009

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA MANUTENÇÃO DO DIPLOMA DE JORNALISTA

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Decisão do STF pode acabar com a obrigatoriedade da formação superior específica para exercício do Jornalismo e causar retrocesso na profissionalização da mídia.
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capa reeditada única e exclusivamente para enfatizar a Manifestação pelo Diploma
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Jornalistas e estudantes se reúnem nesta quarta-feira, dia 10 de junho, na Boca Maldita, no centro de Curitiba, para uma manifestação em defesa do Diploma. Dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio do Recurso Extraordinário 511961 – pretende pôr fim à exigência do diploma, peça central da regulamentação da profissão de jornalista, ensejando a bizarra situação pela qual o exercício da profissão seria permitido mesmo a pessoas com escassa formação educacional.
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Desde a edição das normas que regulamentam a profissão e instituíram a exigência do diploma – decretos-leis 972/69 e 83.284/79 -, a categoria dos jornalistas conseguiu avanços consideráveis na profissionalização da mídia e na adoção por ela de padrões éticos mais compatíveis com a relevância social da imprensa. Contudo, a pretexto de supostamente salvaguardar a liberdade de expressão – que não é comprometida pela regulamentação profissional –, a Justiça pode promover um retrocesso enorme à imprensa e à sociedade em geral.

A se confirmar a desregulamentação, a mídia do país deve mergulhar numa espiral de amadorismo e precarização tanto do nível da informação oferecida pela imprensa quanto das relações de trabalho nas empresas de comunicação. Uma decisão do STF no sentido pretendido pelo Ministério Público Federal iria contra uma tendência desenvolvida em 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos cursos de Jornalismo e contribuiria para a volta às piores práticas de conluio e promiscuidade entre a imprensa e os poderes econômico e político.
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E-mai encaminhado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná:
"Sindijor faz manifestação pelo diploma na quarta-feira.
Na quarta-feira, dia em que o Supremo Tribunal Federal deve julgar o recurso extraordinário na ação que pede o fim da obrigatoriedade do diploma, o Sindijor, em coordenação com a Fenaj e demais sindicatos do país, realiza uma manifestação na Boca Maldita, em Curitiba, defendendo a manutenção da formação superior específica para o exercício da profissão. O ato começa às 13h, pouco antes do início da sessão em Brasília que deve definir os destinos da nossa profissão. Todos os que acreditam no valor da informação de qualidade estão convidados."
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* Dados retirados dos sites da FENAJ e SINDIJOR.
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Sindicato dos Jornalistas Profissionais do PR
Rua José Loureiro, 211 - Centro
80010-140 - Curitiba - PR - Brasil
Jornalista responsável:
Adir Nasser Junior (3819/15/29v)
Site: http://www.sindijorpr.org.br
Blog: http://sindijorpr.blogspot.com
E-mail: extrapauta@sindijorpr.org.br
Fone: (41) 3224-9296
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

CURITIBA VAI SEDIAR COPA DO MUNDO DE 2014

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A Fifa anunciou neste domingo, dia 31 de maio, as 12 cidades brasileiras escolhidas para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. O anúncio, feito pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, direto das Bahamas, deixou não só a população curitibana, mas todos os paranaenses entusiasmados com a notícia de que Curitiba é cidade-sede do Mundial de 2014.

Esta será a segunda Copa realizada nos gramados brasileiros, sendo que a primeira foi em 1950. Ao todo eram 17 capitais brasileiras participando da disputa, mas apenas 12 poderiam ser escolhidas. As 5 que ficaram de fora são: Florianópolis, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e Belém. No mapa abaixo estão as 12 cidades que vão sediar os jogos da Copa de 2014.
O Brasil terá muito o que fazer em cinco anos para receber os turistas e torcedores que virão para os jogos do Mundial. Curitiba, que já conta com uma infra-estrutura favorável para receber os turistas que normalmente visitam a capital paranaense, vai ter de ralar muito até 2014 para deixar a cidade nas condições adequadas para atender o grande número de visitantes e torcedores.

Para o prefeito Beto Richa, dinheiro não será o problema para os investimentos em infra-estrutura. Além do que, todos os investimentos feitos na capital paranaense ficarão para a população usufruir posteriormente. As obras como da Arena da Baixada, do metrô e do novo Corredor Metropolitano já estão no projeto para serem executadas.
Projeto do metrô

O Estádio Joaquim Américo, Kyocera Arena, Arena da Baixada, ou ainda Arena do Atlético Paranaense, como preferir chamá-lo, será o ponto de partida para execução das obras.
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Atual fachada da Arena - crédito: Arquivo Sinaenco

Essas fotos abaixo, que vazaram na internet há duas semanas, mostram como ficará o Estádio em 2014. A obra custará em torno de R$ 150 milhões.
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Imagem aérea do futuro Estádio Joaquim Américo

Entrada principal
Lojas e restaurantes Arquibancadas mais próximas ao gramado
Espaços internos serão ampliados

Imagem da Arena e da Praça Afonso Botelho


Todas as obras custarão nada menos que R$ 9 bilhões, mas como já dito anteriormente, o importante será o legado que essas obras deixarão para Curitiba. Esperamos que não se restrinja apenas ao período do Mundial.

Se quiser saber mais detalhes do projeto da Arena clique aqui: http://www.atleticoparanaense.com/projetoarena