quinta-feira, 21 de maio de 2009

QUAL A NECESSIDADE DE USAR JALECO FORA DO AMBIENTE HOSPITALAR?



Essa atitude pode ser interpretada como negligência, exibicionismo, desatenção ou falta de conhecimento?

Este é um assunto que muito me intriga, ver profissionais da saúde andando nas ruas, freqüentando supermercados, shopping centers e restaurantes com trajes que deveriam ser utilizados estritamente dentro dos hospitais. Por isso, aproveito o gancho da reportagem exibida no Jornal Nacional no dia 18 de maio de 2009 para debater aqui no blog.

Mas o mau hábito vai muito além do uso inadequado de jalecos e aventais. Há profissionais que fazem do estetoscópio seu cordão de pescoço e saem pelas ruas ostentando um objeto, cuja função é auscultar o coração, os pulmões e o sistema de gastrointestinal dos pacientes, obviamente, quando se está no ambiente de trabalho.

O que me surpreendeu na reportagem (vídeo abaixo) foi a ousadia de uma funcionária, que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva de Belo Horizonte - MG, ao sair com a vestimenta e touca para comprar um lanche. Poderíamos chamar de descaso, falta de informação, desleixo, vaidade... não sei qual definição caberia melhor nesse caso.

O adequado seria se todos esses profissionais se conscientizassem que o jaleco é um instrumento de trabalho e que serve para protegê-los de possíveis contaminações com respingos de secreções ou medicamentos e não para desfilar por aí.

Porque da mesma forma que levam bactérias para fora do recinto hospitalar, também podem levar para dentro do hospital. Há profissionais que asseguram que as bactérias trazidas de fora não fazem mal algum aos pacientes porque elas ainda não desenvolveram resistência aos antibióticos como as que vivem no ambiente hospitalar.

Então, indiscutivelmente, os médicos, enfermeiros, instrumentistas, auxiliares de enfermagem, radiologistas e laboratoristas precisam tomar consciência que as bactérias levadas através do jaleco, avental ou qualquer outra vestimenta pode colocar em risco a saúde das pessoas.

E mais... falando de saúde, todo cuidado é pouco!

video

3 comentários:

  1. Trata-se de utilizar algo que distingue. Uma forma de exibição de um elemento que indica uma pertença a um grupo socialmente relevante. Depois, repare, alguma vestimenta torna indistinguíveis os profissionais (ao ver, vc não sabe se é cirurgião, enfermeira ou empregada da limpeza). No caso de estetoscópio ao pescoço...é poder, um simbolo de poder.Excelente post.

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  2. Há dois para serem examinados: o da saúde pública e o status do profissional. Prevalece o primeiro, pois na saída de um hospital ou qualquer estabelecimento médico há o risco de difundir bactérias. E de casa para o hospital o perigo é o mesmo, pois os pacientes poderão tem contato com as bactérias da poluição urbana. Então não tem jeito... Utilizar vestimentas talares inteiramente brancas, já é o suficiente para a "diferenciação" !

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  3. Muito bom, Sónia! Não imaginava que profissionais de saúde, saissem à rua nesses preparos... e olha que eu imagino muitas coisas estapafúrdias :)

    beijos, muitos

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