quarta-feira, 27 de maio de 2009

A ATRIZ SUSANA VIEIRA TEM ATAQUE DE ESTRELISMO E TOMA MICROFONE DA REPÓRTER

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O episódio aconteceu no dia 20 de maio de 2009 quando a atriz global Susana Vieira arrancou o microfone das mãos da apresentadora do Vídeo Show, Geovanna Tominaga, durante uma entrevista ao vivo nas gravações do Programa do Didi.
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A atitude arrogante da modesta atriz incomodou muitos admiradores. Mas Geovanna Tominaga mostrou profissionalismo e jogo de cintura ao prosseguir a entrevista, mesmo com um sorriso amarelo estampado no rosto.
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No entanto, o ato de Susana Vieira tomar o microfone da repórter e apresentadora em rede nacional não foi a única situação constrangedora e sim o que a “humilde” atriz falou para a japinha:
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“Olha, com licença. Vou pegar o microfone dela, sabe por quê? Por que eu não tenho paciência para uma pessoa que tá começando. Ela tá começando, eu sou mais agitada…”
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Geovanna educadamente brinca com a atriz: “você tem que me ensinar umas coisas, Susana!”
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“Não, eu não vou te ensinar não por que eu não sou apresentadora. Só que a gente tem que correr”, disse a atriz. (Confira no vídeo abaixo)
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A atriz tomou o controle e seguiu explicando o que iria acontecer no episódio que conta com sua participação. Só entregou o microfone para a apresentadora finalizar o link.
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Analisando o vídeo, realmente se percebe que faltou humildade, sensibilidade e educação por parte da atriz. É Susana... você tem que ir para a Turma do Didi, mesmo! Aliás, essa mescla de futilidade só poderia dar nisso!
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"Muitas pessoas na vida são acometidas por uma doença muito grave chamada Síndrome do Estrelismo. Duas grandes ilusões acompanham os portadores desta síndrome. Primeiramente, pensam que têm brilho próprio. Em segundo lugar, pensam que o seu brilho dura para sempre." (desconheço o autor)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

QUAL A NECESSIDADE DE USAR JALECO FORA DO AMBIENTE HOSPITALAR?



Essa atitude pode ser interpretada como negligência, exibicionismo, desatenção ou falta de conhecimento?

Este é um assunto que muito me intriga, ver profissionais da saúde andando nas ruas, freqüentando supermercados, shopping centers e restaurantes com trajes que deveriam ser utilizados estritamente dentro dos hospitais. Por isso, aproveito o gancho da reportagem exibida no Jornal Nacional no dia 18 de maio de 2009 para debater aqui no blog.

Mas o mau hábito vai muito além do uso inadequado de jalecos e aventais. Há profissionais que fazem do estetoscópio seu cordão de pescoço e saem pelas ruas ostentando um objeto, cuja função é auscultar o coração, os pulmões e o sistema de gastrointestinal dos pacientes, obviamente, quando se está no ambiente de trabalho.

O que me surpreendeu na reportagem (vídeo abaixo) foi a ousadia de uma funcionária, que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva de Belo Horizonte - MG, ao sair com a vestimenta e touca para comprar um lanche. Poderíamos chamar de descaso, falta de informação, desleixo, vaidade... não sei qual definição caberia melhor nesse caso.

O adequado seria se todos esses profissionais se conscientizassem que o jaleco é um instrumento de trabalho e que serve para protegê-los de possíveis contaminações com respingos de secreções ou medicamentos e não para desfilar por aí.

Porque da mesma forma que levam bactérias para fora do recinto hospitalar, também podem levar para dentro do hospital. Há profissionais que asseguram que as bactérias trazidas de fora não fazem mal algum aos pacientes porque elas ainda não desenvolveram resistência aos antibióticos como as que vivem no ambiente hospitalar.

Então, indiscutivelmente, os médicos, enfermeiros, instrumentistas, auxiliares de enfermagem, radiologistas e laboratoristas precisam tomar consciência que as bactérias levadas através do jaleco, avental ou qualquer outra vestimenta pode colocar em risco a saúde das pessoas.

E mais... falando de saúde, todo cuidado é pouco!

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

COLÔMBIA

Em maio de 2008 tive a oportunidade de conhecer a capital colombiana. Estive por duas semanas em Bogotá e já foi suficiente para eu tirar aquela idéia de que a cidade é violenta, feia e pobre como muitas pessoas haviam me falado. Confesso que fiquei boquiaberta com o trânsito caótico da capital - os motoristas não respeitam as faixas, param onde bem entendem e só se ouve buzinas o tempo todo. Mas Bogotá exala cultura e esbanja atrações durante os 365 dias do ano! Festivais, museus, parques, cafés, teatros, shopping centers, baladas, bares, restaurantes... falta tempo para tantos programas! No entanto, isso é assunto para outro post. Hoje irei escrever sobre o perfil de um jornalista colombiano apaixonado pela profissão. Aproveitei o momento para entrevistá-lo sobre sua trajetória como repórter investigativo e os perigos que enfrenta no dia-a-dia.


Até onde vai a paixão pelo jornalismo?

Ricardo Calderón é um jornalista bogotano apaixonado pela profissão e principalmente pela editoria em que atua. Desde 1995 trabalha como repórter investigativo e afirma que vale a pena se expor em reportagens perigosas.

Uma sala pequena para tantos papéis, livros e anotações, quase sem lugar para colocar meu gravador e um frio que faz jus ao inverno colombiano, pois estamos aproximadamente a 2700 metros de altitude. Ricardo Calderón me recebeu na redação da revista Semana, onde atua como editor e repórter na editoria de Ordem Pública e Judicial. Aos 37 anos, Calderón é um dos jornalistas mais importantes da Colômbia.

Nascido em Bogotá, aos dois anos de idade foi morar em Medellín. Aos seis, retornou com a família à capital, de onde não saiu mais. O que o motivou a fazer jornalismo foi a estrutura da Universidad de La Sabana. “Yo fuí a hacer periodismo porque La Sabana es muy bonita. Fue eso lo que me convenció. Al inicio yo no tenia ninguna inclinación al periodismo como algunas otras personas. Pero cuando comencé la practica me enamoré de la profesión.”

Universidad de La Sabana - Bogotá
Universidad de La Sabana - Bogotá
Quando estava no sétimo semestre, começou seu estágio na editoria de esportes da Revista Semana, mas confessa que não gostava e não entendia nada de esportes. “Yo no sabía nada de deportes. No me gustaba. Sólo sabia que eran once contra once. Pero entré porque era la única plaza que había en aquel momento para yo practicar.” Após seis meses de estágio, passou para a editoria de Ordem Pública e Judicial onde permanece até hoje. A editoria trabalha com jornalismo investigativo, tratando de temas como as Farc, guerrilhas, paramilitares, narcotráfico, crimes, corrupção, entre outros. “Cuándo entré a Semana había pocos funcionarios, sólo doce personas y la revista era muy grande. Había que viajar mucho y a mí me gustaba ir a las zonas de guerra. Entonces yo iba mucho a las zonas de guerra desde el inicio de mi carrera.”
Calderón considera seu trabalho estressante e mais perigoso que outras editorias, mas acredita que vale a pena se expor para fazer seu trabalho, devido à grande repercussão alcançada pelas matérias publicadas: “Yo creo que vale la pena exponerse porque las reportajes que hemos hecho aquí, las investigaciones han servido, muchas veces, para aclarar crimes o para denunciar corrupción. Ha servido bastante para presionar a las autoridades para que capturen a las personas. Ya tuvimos un excelente resultado con los reportajes. Semana es un medio de comunicación muy fuerte en Colombia. Entonces, la presión de los reportajes de Semana es muy grande en el Estado. Luego obliga al Estado a actuar contra los delincuentes y también a fiscalizar el propio Estado. Por lo tanto vale la pena trabajar en la sección de Orden Público.”

AMEAÇAS DE MORTE

O jornalista conta que já sofreu várias ameaças de morte, três delas mais sérias, o que o obrigou a mudar de apartamento duas vezes. A primeira ameaça foi em 1999 quando fez uma reportagem denunciando o tráfico de arma das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) com o governo do Irã. Nesta época, Calderón era solteiro e morava com seus pais. A maneira que usaram para intimidá-lo aterrorizou sua família também. Deixaram na porta de sua casa uma coroa de flores com seu nome e votos de condolências.

A outra ameaça aconteceu em 2002, por denunciar um grupo de policiais em Bogotá que trabalhava com um grupo de paramilitares. Eles haviam torturado algumas pessoas para recuperar dinheiro dos paramilitares. Desde então, Calderón vinha sendo perseguido pelos policiais. “Los policías buenos me avisaron de que sus colegas querían matarme.” As ameaças foram tantas que teve que mudar de apartamento. Deixavam várias mensagens todos os dias na secretaria eletrônica ameaçando-o de morte. A única maneira de se proteger foi andar quatro meses escoltado pela polícia usando colete à prova de balas. Na ocasião, já casado, Calderón preocupava-se com o risco que sua mulher também estava passando.

A revista Semana deu-lhe apoio em tudo, inclusive a possibilidade de sair do país, mas ele achou que nao era necessário. Entretanto, ao mesmo tempo em que a escolta o protegia, também o deixava incomodado porque os policiais sabiam de tudo o que fazia. “Para mí fue muy incomodo vivir este clima porque las escoltas acababan restringindome, yo no podía hacer muchas cosas porque había gente del Estado a mi lado en todos los momentos y sabían de todo lo que yo conversava.”

Calderón se refere principalmente às suas entrevistas, porque, com os policiais ao seu lado, as fontes não se sentiam à vontade, uma vez que sua editoria é de investigacao e suas fontes geralmente sao policiais, guerrilheiros, narcotraficantes, entre outros.

A terceira ameaça foi no ano de 2005, feita por um grupo de paramilitares, motivada por denúncias de massacres que eles haviam cometido e revelações sobre negociações secretas irregulares que estavam tramando com o governo Álvaro Uribe para um processo de paz. “Publicamos unas grabaciones que demostraban que el gobierno y paramilitares estaban aliados y, por lo tanto, tuve problemas con los paramilitares”, comenta.

Dessa vez as ameaças foram maiores: muitas cartas, ligações diárias e, novamente, o envio de uma coroa de flores com seu nome prestando votos de condolências. Mais uma vez, Calderón teve que mudar de endereço. A revista Semana ofereceu todos os subsídios para que o jornalista e sua esposa não sofressem nenhum tipo de agressão, inclusive para que saissem do país, mas ele preferiu ficar. Calderón contava com a seguranca do Estado 24 horas por dia, e os policiais monitoravam tudo o que acontecia nas proximidades de sua casa.
RESULTADOS
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Calderón afirma que vale a pena passar por tudo isso pelos resultados positivos que as denúncias trazem ao país: “Vale la pena porque se ven los resultados de las denuncias que ayudan mucho servir el país. Estos escándalos y investigaciones son importantes para desenmascarar las personas envueltas en los casos.” Para Calderón, o exercício da profissão do jornalista está acima de qualquer coisa e afirma que não se intimida mais com as ameaças. “No tengo miedo de salir a hacer las entrevistas con las fuentes porque creo que consigo detectar cuando hay algo mal en el entorno y durante todos estos años de experiencia como periodista detecto rápidamente si hay problemas por ahí.”
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Ultimamente, não tem havido assassinatos ou seqüestros de jornalistas em Bogotá, mas há muitas ameaças. Entretanto, Calderón garante que a porcentagem é baixa em comparação com alguns anos atrás. Pesquisas indicam que 12% dos jornalistas de Bogotá sofreram ameaças e intimidações recentemente. Dentre os jornalistas mortos até hoje, Calderón se recorda de dois amigos que morreram enquanto trabalhavam. Outro problema enfrentado pelos jornalistas colombianos é a coação de narcotraficantes para que não publiquem reportagens com seus nomes. Calderón já foi procurado duas vezes por emissários de traficantes que ofereceram grande quantia em dinheiro para que seus nomes não fossem divulgados em reportagens do jornalista. Ele afirma que nunca aceitou e, sua opinião é clara com relacao à ética jornalística: “quien romper la ética periodística deben ser severamente castigados”.

Mas não foram apenas coisas ruins que aconteceram durante os 14 anos em que Calderón tem trabalhado como jornalista. Suas reportagens lhe rederam prêmios importantes. Foram dois prêmios nacionais de jornalismo Simón Bolívar na Colômbia e cinco prêmios internacionais: dois SIP - Sociedade Interamericana de Imprensa, um IPYS – Instituto de Imprensa e Sociedade Latino Americana, um de Transparência Internacional e ainda o prêmio Rei da Espanha, todos na categoria de jornalismo investigativo.

LIBERDADE

Segundo ele, não há censura na revista Semana. Os jornalistas são livres para escreverem sobre o que desejarem desde que tenham provas das referidas fontes. “Si tienes pruebas puedes publicar lo que quieres. Durante todos estos años nunca se ha publicado un texto mio editado por otra persona.” A revista Semana existe há 26 anos e conta com um milhão de leitores em todo o país, alcançando uma tiragem de 120 a 150 mil exemplares por semana. Uma característica curiosa é que os repórteres não assinam suas matérias, segundo o chefe de redação, Mauricio Saenz, para a própria segurança dos jornalistas.
Questionado sobre a violência em Bogotá, Calderón acredita que não há muita na cidade, mas afirma que nas regiões rurais a violência ainda é grande. Na cidade, explica ele, é mais fácil rastrear ligações telefônicas e correspondências eletrônicas para descobrir o que os grupos guerrilheiros tramam. Já no interior, é mais complicado, tanto para o governo quanto para os jornalistas saber o que está acontecendo, porque a comunicação é mais difícil.

Apesar de toda a turbulência vivida nesses 14 anos de profissão, Ricardo Calderón não pensa em trocar de emprego. Gosta de trabalhar em revista semanal por ter mais tempo para investigar as fontes e fazer uma reportagem bem elaborada. O que o faz continuar exercendo a profissão é a vontade de mudar o país, e a forma que encontrou para isso é denunciando as Farc, as guerrilhas, o terrorismo, os crimes policiais, o narcotráfico e a corrupção no governo. Hoje, diz que se sente realizado pessoal e profissionalmente. Não quer parar de trabalhar tão cedo e acredita que a paixão pelo jornalismo vale qualquer esforço.
Apesar do estresse e da correria do trabalho, sempre arranja tempo para sair com os amigos porque não considera graves as ameaças que ainda recebe freqüentemente. Calderón acredita que não sofrerá nenhum atentado em lugares públicos, mas, não deixa de tomar as precauções necessárias.

Calderón está no centro da mesa

sábado, 2 de maio de 2009

CÃO TERAPIA

Drª Letícia, aluno Luís e o cão Iafa



Os cães, considerado por muitos como o melhor amigo do homem, vem fazendo sucesso no cinema e na televisão há alguns anos, mas eles não param por aí! A onda agora é visitar hospitais, escolas especiais, orfanatos e asilos.


Isso mesmo, o fiel companheiro do homem está provando que pode fazer muitas pessoas felizes. Estudos realizados na Europa, Estados Unidos e Canadá, comprovam que basta o ser humano permanecer em contato apenas por alguns minutos com os animais e seu organismo começa a liberar substâncias hormonais como endorfinas, febilatamina, prolactina e ocitocina. A liberação dessas substâncias diminui no organismo a ação do cortisol, também chamado de hormônio do stress, provocando assim a sensação de bem-estar.


Essa terapia, mais conhecida como TAA – Terapia Assistida por Animais - tem demonstrado excelentes resultados. O impacto da atuação dos cães nestes casos é bastante profundo, pois ao promover a interação entre as pessoas e os animais percebe-se a melhora na auto-estima, na saúde física, social, emocional e principalmente na resposta às terapias convencionais.


Em outro post falarei mais sobre esse assunto com a médica veterinária, Dra Letícia Castanho, que coordena o Projeto Amigo Bicho em Curitiba.